Dia Mundial do Beijo: os beijos mais famosos da arte

BEIJOS NA ARTE

Beijar é uma arte? Talvez, mas definitivamente o mundo da arte – aquele com “a” maiúsculo foi muito inspirado por este gesto de amor para criar algumas das obras mais belas e famosas da história da humanidade. De Hayez a Picasso, conhecemos as 10 obras-primas mais famosas que têm os beijos como protagonistas!

1 – O BEIJO POR HAYEZ (1859)

Pintura preservada na Pinacoteca di Brera e que se tornou um verdadeiro ícone da cultura moderna. Embora represente um período medieval, na verdade, a obra foi concluída em 1859 e incorpora todas as características do movimento artístico-literário conhecido como Romance.

No entanto, apesar da grande fama, ainda existem muitas perguntas sem resposta. De quem, por exemplo, é a sombra que pode ser vista no canto inferior esquerdo? Que o beijo fugaz é fruto de um amor “convicto”? Os especialistas ainda estão divididos sobre o assunto.

2 – O BEIJO POR KLIMT (1907)

Um dos beijos mais famosos da arte é, sem dúvida, obra do austríaco Gustav Klimt. De acordo com o estilo Liberdade, o trabalho é pintado em tela, mas decorado com opulentos mosaicos de ouro. As formas, tanto masculinas como femininas, fundem-se numa única entidade, devolvendo a sensação de calor envolvente que cada beijo proporciona aos amantes.

O beijo por Klimt continua a ser uma das obras de arte mais famosas do mundo.

3 – ROMEO E JULIETA POR DICKSEE (1884)

Há uma história de amor mais famosa do que aquela contada pelo bardo Shakespeare em Romeo e Julieta? Nesta pintura o artista inglês Frank Dicksee Um momento de paixão avassaladora se cristalizou entre os dois amantes secretos.

Romeu escapa da janela, mas antes de sair não resiste e beija Julieta apaixonadamente.

4 – BEIJE NA JANELA POR MUNCH (1892)

Dentro de Edvard Munch (o artista de O grito) os dois protagonistas do beijo se confundem, como se para simbolizar a perda de identidade que um sentimento forte como o amor pode acarretar. Porém, apesar do tema, toda a cena não parece tão idílica como deveria, já que os tons frios escolhidos pelo pintor devolvem um toque de melancolia.

5 – AMOR E PISCINAS DI CANOVA (1787-1793)

A obra-prima de Antonio Canova é inspirado na mitologia: o belo Psique Se apaixona por Amar (ou Eros, ou Cupido, conforme as versões), mas ele só pode encontrar a garota à noite, pois a ciumenta deusa Vênus, mãe do Amor, providenciou para que a mortal nunca pudesse ver o rosto de seu amante.

Porém, como sempre acontece, no final o protagonista da história quebra a proibição. Na verdade, uma noite Psique acende uma vela e ilumina o rosto de Love. Porém, o amor desperta e, percebendo a transgressão, vai embora voando.

A escultura maravilhosa de Canova imortaliza o momento em que os dois amantes eles tocam pela última vez antes que o amor ascenda ao céu.

6 – O BEIJO POR RODIN (1888-1889)

A famosa escultura de Auguste Rodin – progenitor da escultura moderna – representa o sentimento de Paolo e Francesca, os dois amantes também contados por Dante Alighieri no Canto V de Divina Comédia.

Os dois eram cunhados, Paolo era irmão do marido de Francesca, Gianciotto Malatesta, mas acabaram se apaixonando. Quando o caso foi descoberto, os dois meninos foram mortos como vingança.

7 – A CAMA POR TOULOUSE-LAUTREC (1892)

Pintura de Henri Toulouse-Lautrec Foi considerado escandaloso tanto pelo assunto quanto pelo comportamento do artista, mas agora é uma das obras mais apreciadas do mundo.

8 – AMANTES DI MAGRITTE (1928)

Este óleo sobre tela foi feito em duas cópias em 1928. A pintura representa duas pessoas prestes a se beijar, mas com suas cabeças coberto com um pano branco o que os impede de ver e falar uns com os outros.

A dificuldade de comunicação é, portanto, um dos principais temas da pintura que, apesar do título, ainda é cheia de angústia e melancolia. Segundo muitas interpretações, de fato, o homem retratado seria o O pai de Magritte, decidido a beijar sua esposa pela última vez, assim como a mãe do artista, que se suicidou e estava envolta em um véu fúnebre.

9 – O BEIJO POR PICASSO (1925)

A mão inconfundível de Picasso mostra dois amantes no ato de trocar um beijo profundo e apaixonado. É uma obra de carga emocional incomparável!

10 – ANIVERSÁRIO POR CHAGALL (1915)

A pintura faz parte de uma série de pinturas feitas em uma homenagem amorosa à primeira esposa do artista francês naturalizado russo.

Na cena retratada (e realmente aconteceu), Bella, a esposa, está decorando o quarto com flores para o aniversário de seu marido, mas Chagall Ela não resiste e a envolve por trás em um beijo cheio de amor.

BEIJOS NA ARTE: LITERATURA

Caras que fazem manualmente, por Jacques Prévert

Meninos que se amam se beijam em pé
Contra os portões da noite
E os transeuntes os marcam com o dedo
Mas os meninos que se amam
Eles não são para ninguém
E é apenas sua sombra
Que treme durante a noite
Estimulando a raiva dos transeuntes
Sua raiva seu desprezo ri sua inveja
Os meninos que se amam não são para ninguém
Eles estão em outro lugar muito mais longe do que a noite
Muito mais alto que o dia
No esplendor deslumbrante de seu primeiro amor

O beijo de Cyrano de Bergerac, por Edmond Rostand

Um beijo, bem, o que é um beijo?
Um juramento feito mais perto, uma promessa
Mais precisamente, uma confissão que você deseja confirmar,
um apóstrofo rosa entre as palavras “Eu te amo”.

Texto de Niccolò De Rosa

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