Jung e o Tarot – Aula Inaugural Gratuita

Está no ar a aula inaugural do curso Jung e o Tarot – O Caminho do Alquimista. O curso faz parte dos estudos sobre sincronicidade, simbolismo e mitologia. Aqui, passamos em vista todos os arcanos maiores do tarot de Marselha, assim como pressupostos básicos da psicologia complexa, como os conceitos de arquétipo, inconsciente coletivo e sincronicidade, além de uma introdução ao pensar simbólico.

Temas Mitologia, Tarot, Simbologia, Alquimia, Psicologia

Duração 1°10’58”

Legendas em PT-BR, ESP e ING em produção

Os detalhes sobre o curso e como participar estão aqui https://goo.gl/kSduwX

O link para baixar o exercício de análise sincrônica citado na aula é https://goo.gl/jKKPcO

Todo arcano aponta para a alma.

Grande abraço,

JD Lucas, mitólogo e escritor

Curso de Mitologia Afro-Brasileira Online

Mitos são fenômenos universais. Toda cultura, todo povo elaborou e elabora seus mitos, que são narrativas dos tempos e seres primordiais que fundamentaram as questões básicas da existência. Nascimento, sexualidade, alimentação, relação com o outro, morte e ressurreição, a mitologia sempre aponta para o modo como nossas questões básicas estão inseridas no contexto geral da Vida.

Psicologicamente, o mito é responsável por expressar as questões do inconsciente coletivo dos povos e de seus indivíduos, fomentando não apenas a identidade de grupo, mas a experiência da transcendência em cada um que dele se aproxima.

Você está convidada (o) a participar da nova turma do Curso de Mitologia Afro-Brasileira online, que se iniciará no próximo mês de maio. Partindo do estudo dos mitos de cada Orixá procuraremos apreender aspectos fundamentais a respeito do fenômeno mitológico africano e suas transformações em território brasileiro. Nossa experiência se dará à partir do campo simbólico, levando em conta os contextos culturais onde os mitos foram gerados, mas apontando para além deles. Com isso, pretendemos lançar uma ponte entre o saber ancestral e as questões que nos mobilizam hoje. Abaixo, você tem a relação dos orixás abordados em cada aula.

1. EXU – O GUARDIÃO BATE À PORTA [09/05]

Demonizado pelos primeiros colonizadores europeus, tanto na África quanto no Brasil, Exu é um desafio à compreensão lógica. A figura do trapaceiro é um tema universal nas mitologias e está sempre associada aos trânsitos, comunicações, conexões, ao que não se pode capturar. Tudo o que se movimenta é mobilizado por Exu. No tecido mitológico Iorubá, é divindade de primeira importância, sem o qual o trânsito entre o Orum (O Mundo Espiritual) e o Aiyê (O Mundo Físico) não pode ocorrer.

2. OXUM – O FEMININO ATEMPORAL [23/05]

Deusa das águas doces, em momentos de grande perigo é a responsável por restabelecer o equilíbrio, e o faz através das suas qualidades mais importantes: a sedução, a dança, a abnegação, a renúncia. Mesmo a mais vaidosa das Orixás, em momentos de crise, quando a existência periga ser destruída, como demonstração de profundo afeto pelos deuses e pelos homens, é capaz de doar-se, e com isso, renovar o mundo.

3. OMULU – O CURADOR FERIDO [06/06]

Silêncio, o grande rio está chegando. Omulu é o filho renegado de Nanã e adotado por Iemanjá, portador da saúde e da doença. Figura emblemática da mitologia africana e do imaginário brasileiro. Seu culto se estende de leste a oeste em África, e em toda parte é reverenciado como uma potência sem par. Se levado em consideração, respeitado, Obaluayê é o senhor da Terra, pai protetor que concede saúde. Mas quando desrespeitado, é Sapatá, dono da peste, capaz de arrasar populações inteiras.

4. OGUM – O SENHOR DO FOGO AZUL [20/06]

Violento e implacável, Ogum é o orixá do ferro, da tecnologia; o primeiro orixá a pôr os pés na Terra, veio abrir caminho para os outros. O pioneirismo, a beligerância, a coragem são características de Ogum, pai do metal e de toda a humanidade. Está relacionado com aquela primeira explosão que um dia trouxe do Nada a Existência.

5. IYÁ MI – AS TERRÍVEIS MÃES DO PÁSSARO [04/07]

São o feminino ancestral, muitas vezes sombrio, irascível. A energia dos mortos femininos é aglutinada de forma coletiva e representada por Iya Mi Oxorongá, chamada também de Iyá NIa, a grande mãe. As Iyá Mi são cultuadas pelas Sociedades  Geledé, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. Nos festivais anuais em sua homenagem, na Nigéria, onde se louva o poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira das terríveis mães do pássaro.

6. IEMANJÁ – A MÃE DO MAR [18/07]

Os rios que correm para o Mar, a vida que vai em direção à sua fonte primeira. A imensidão, o mistério da feminilidade que a tudo contém, e que em tudo está contida. Neste encontro, buscaremos compreender a relação que as almas estabelecem com o oceano, portador de mistérios e ele próprio origem da Vida. Quem é esta deusa que na África é senhora de um rio (o rio Odoyá) e aqui no Brasil toma posse do grande oceano, a calunga dos negros escravizados?

7. OSSAIM – O MISTÉRIO DAS FOLHAS [08/08]

Sem folha não há Orixá. Sem Orixá não há vida. Ossaim é o misterioso portador do axé, o poder vital que a tudo anima. É através do conhecimento das folhas, e de seu valor medicinal, que todos os orixás e seres humanos estabelecem comunicação com o poder primeiro que gerou a vida.

8. OXÓSSI – O CAÇADOR E A FLORESTA [22/08]

Quando a cidade de Ketu foi destruída no século XVIII, os seus habitantes, em grande parte devotos de Oxóssi, foram enviados forçadamente como escravos. Isso fez com que o culto ao Orixá em África, praticamente se extinguisse. No Brasil, no entanto, o culto tem força, e Oxóssi conta com um séquito significativo de filhos (devotos).

Oxóssi é o herói cultural que estabelece na caça e na coleta do alimento as primeiras ações do homem civilizado. A Floresta, seu território de atuação, é ambígua: por um lado, guarda inúmeros perigos. Por outro, fornece tudo quanto se necessite para a manutenção da vida.

9. IANSÃ – OS 9 DEGRAUS DO CÍRCULO [05/09]

O que a matemática pitagórica tem a ver com um orixá que rege a ventania, o relâmpago, os trânsitos? Nesta aula percorreremos o caminho de Iansã, mãe de 9 filhos, a Oyá dos Ventos, numa vertiginosa aproximação com aquilo que Pitágoras, o grego, entendeu como a potência absoluta dos números.

10. IRÔKO – A ÁRVORE E O CENTRO DO MUNDO [19/09]

Certa vez, Oxalá caminhava por uma região desértica e não encontrava sombra em que se guardar. Oxalá, por ser da natureza do branco, não suporta muita luz e calor. A muito custo, conseguiu seguir adiante, até que quando já estava exaurido, encontrou uma árvore Irôko, e pôde se abrigar em sua sombra. A árvore concedeu a Oxalá, além da sombra, um galho de seus ramos, o que Ele poderia usar como cajado quando fosse seguir viagem outra vez. Em agradecimento, Oxalá tornou Irôko orixá, e a árvore hoje é cultuada como local onde os poderes do grande criador se manifestam no mundo, e onde se entrega intenções e sacrifícios para a saúde dos filhos e prosperidade.

11. OXUMARÊ – 7 CORES DO BRANCO [03/10]

Oxumarê representa todos os fluxos cíclicos da natureza. Movimento e troca. Seja os movimentos de translação e rotação que o planeta realiza em torno do Sol, seja o aquecimento, vaporização, condensação e precipitação da chuva que irrigará os campos. É possível contemplar sua face quando a luz passa pelas gotas de chuva e se decompõe nas 7 cores do arco-íris. 

12. ORI – CONSCIÊNCIA E REVOLUÇÃO [17/10]

Embora dotados de características comuns, todos os indivíduos, em si, são únicos. Quando nasce, segundo a tradição Iorubá, a criança recebe, na primeira inspiração (Emí), o seu Ori, algo como uma identidade espiritual que a protegerá e guiará pelos rumos da vida. Ori é consciência de um caminho irrepetível, da vida como manifestação incontornável de si mesma. Ori é a cabeça de onde partem todas as grandes revoluções.

Nossos encontros serão realizados sempre às terças feiras, às 21H (horário de Brasília), ao vivo para todo o planeta. Para isso, utilizaremos o Hangouts (plataforma intuitiva do Google). As reuniões têm duração de 1h30min. A gravação da aula seguirá para os eu e-mail logo após a aula. Você poderá acessá-la o quanto quiser, o link não expira. São doze encontros nos quais discutiremos a presença dos orixás e o seu valor simbólico no imaginário afro-brasileiro.

O valor do curso baixou!

Valor de investimento: R$ 99/mês [Estudantes têm 50% de desconto em todas as mensalidades]

Duração do curso: 06 meses

Duração das aulas: aprox. 1h30min

2 aulas por mês (quinzenal)

Caso você queira adquirir o curso à vista, o valor total passará a R$ 445, ou seja, as três últimas aulas se tornam gratuitas.

Para efeitvar suas participação, você precisa realizar o depósito da primeira mensalidade na seguinte conta:

Banco do Brasil

AG 3652-8

CC 61708-3

CPF 13553152710

Em seguida, basta me avisar ou enviar uma foto do comprovante. Se não puder estar ao vivo no dia da aula, não tem problema, a gravação do encontro seguirá para o seu e-mail. Você também receberá uma apostila com o conteúdo apresentado no curso.

É difícil imaginar de que modo o espírito humano poderia funcionar sem a convicção de que existe no mundo alguma coisa de irredutivelmente ‘real’; e é impossível imaginar como a consciência poderia aparecer sem conferir ‘significado’ aos impulsos e às experiências do homem. A consciência de um mundo real e significativo está intimamente ligada à descoberta do sagrado. Por meio da experiência do sagrado, o espírito humano captou a diferença entre o que se revela como real, poderoso, rico e significativo e o que é desprovido dessas qualidades, isto é, o fluxo caótico é perigoso das coisas, seus aparecimentos e desaparecimentos fortuitos e vazios de sentido.”

Mircea Eliade, no prefácio de História das Crenças e das Ideias Religiosas, Vol. I, ed. Zahar

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JD Lucas é mitólogo e escritor. Coordenador da Mythological RoundTable© Rio de Janeiro, núcleo da Joseph Campbell Foundation no Brasil. Ministra cursos no campo da mitologia e do simbolismo comparado. Criou o primeiro curso de Introdução ao Mito, além de O Caminho do Alquimista (utilizando o Tarô de Marselha como tema) e do curso de Mitologia Afro-Brasileira. Atua junto a instituições públicas e privadas na disseminação da mitologia como possibilidade de experiência do conhecimento. Para parcerias e dúvidas, ou se deseja um curso presencial para grupos específicos, envie e-mail para jdlucas.contato@gmail.com.

A Jornada do Herói

Em 1949, Joseph Campbell publicou aquele que viria a ser o maior texto do século XX nos estudos de Mitologia Comparada. Com anos de pesquisa no assunto, Campbell descobriu que os mitos de herói de todo o mundo apresentavam semelhanças invulgares, e cada avanço no estudo, confrontando mitos de diferentes tempos e povos,  reafirmaria a existência de uma ligação entre esses mitos. A esta estrutura dinâmica de personagens, cenários e situações típicas, Campbell chamou MONOMITO. Valendo-se das contribuições de diversos pesquisadores, incluindo C.G. Jung, Sigmund Freud, Otto Rank, Adolf Bastian e outros, além da própria herança mitológica dos 6 continentes, Campbell chegou à conclusão de que o Monomito representa o desenho fundamental da consciência em direção a uma experiência mais profunda de si mesma no mundo, e cada estágio dessa jornada do herói representa um ganho novo nesse aprofundamento. O livro tornou-se um sucesso de crítica e público muito rapidamente, sendo traduzido para diversos idiomas. Dissertações, documentários, explanações filosóficas… Prestes a completar 70 anos de publicado, O Herói de Mil Faces, de Joseph Campbell segue influenciando os mais diversos nichos da cultura.

Mas não se engane quem pensa que encontrará um texto tranquilo e palatável. A leitura de O Herói de Mil Faces é, de certo modo também a vivência dos mesmos estágios descritos na obra. Provoca no leitor e na leitora o mesmo tipo de desafio em nível psíquico que enfrentam os heróis nos mitos de todos os tempos, dos quais Campbell fala com tanta propriedade. É daqueles livros que nos fazem melhores do que somos, mas não sem esforço. Resulta disso que muitos abandonam a leitura no meio do caminho, ou mesmo ainda no início. O Herói de Mil Faces é também um daqueles textos mais citados que lidos.

Em 1989, diante de uma crise criativa no mercado de roteiros em Hollywood, Christopher Vogler elaborou um memorando no qual orientava os roteiristas a prestarem atenção ao texto de Campbell quando fossem elaborar suas histórias. Não demorou para que Vogler fosse alçado a grande consultor em roteiro, e grandes sucessos do cinema foram lançados de acordo com a sua interpretação do texto de Campbell. Basicamente, o que Vogler fez em A Jornada do Escritor foi traduzir de modo palatável e em linguagem cinematográfica os pontos chaves dos mitos e interpretações anotados por Joseph Campbell. Estruturas mitológicas para escritores de ficção. A ideia rende até hoje muitos frutos, e basta uma leitura superficial de a Jornada do Escritor para perceber como Hollywood não tem pudor em repetir roteiros, modificando aqui e ali os elementos, mas mantendo a tensão narrativa  e as funções dos personagens e situações já presentes no mito.

Esse fenômeno de absorção na cultura de massas de certo modo desprivilegiou O Herói de Mil Faces. Hoje há milhares de vídeos no youtube e entrevistas anunciando a exposição do trabalho de Campbell, mas que utilizam apenas A Jornada do Escritor, de Christopher Vogler, como base. O resultado pode cumprir o protocolo de uma audição semi-interessada, mas não atinge aquilo que Joseph Campbell atingiu com seu estudo: a verdadeira estrutura e funcionamento da Vida.

Além de contribuir na correção desse contexto, o curso A JORNADA DO HERÓI vem para auxiliar na compreensão do texto de Campbell e lançar novas luzes a respeito do tema nos estudos de mitologia. Nele, percorreremos estágio a estágio, com exemplos e chaves de compreensão simbólica, os mitos de todos os principais povos do planeta, acrescentando ainda visões sobre o herói africano, que escapa da pesquisa de Campbell. Hércules, Ogum, Ísis, Osíris, Gilgamesh, O Corvo, Os Gêmeos filhos do Sol, todos os heróis, em todos os tempos, compartilham da mesma Jornada, e é buscando compreender de que modo isso ocorre que nós também percorreremos a nossa.

O curso é composto de 3 aulas, a primeira das quais está disponível gratuitamente logo abaixo. No primeiro encontro discutimos os primeiros movimentos do herói em direção a ampliação de sua presença no mundo: é quando ele precisa abandonar o mundo conhecido para adentrar na região da energia ilimitada. Logo abaixo, você confere a ementa do curso.

A JORNADA DO HERÓI

AULA 1A Separação [Assista logo abaixo]

a. O Chamado da Aventura

b. A Recusa do Chamado

c. Auxílio Sobrenatural

d. Passagem pelo Limiar

e. O Ventre da Baleia

AULA 2A Iniciação [27/04]

f. O Caminho de Provas

g. Encontro com a Deusa

h. A Mulher como Tentação

i. Sintonia com o Pai

j. Apoteose

k. A Bênção Última

AULA 3O Retorno [11/05]

l. Recusa do Retorno

m. Vôo Mágico

n. Fuga Mágica

o. Resgate com Auxílio Externo

p. Passagem pelo Limiar do Retorno

q. Senhor de Dois Mundos

r. Liberdade para Viver

Encerramento

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As aulas serão realizadas online, ao vivo, via hangouts (ferramenta de videoconferência intuitiva do Google). Todos os alunos e alunas receberão por e-mail a gravação, bem como todo o material de apoio que é composto por

Aulas (aprox. 4H de conteúdo em vídeo)

Apostila com a síntese do que foi exposto no curso

Indicação bibliográfica

Assista agora à primeira aula gratuitamente

Os próximos encontros serão realizados nos dias 04 e 11 de Maio, às 21H (horário de Brasília) ao vivo para todo o planeta. Quem não puder estar ao vivo no dia e horário receberá as gravações logo em seguida. Assim, você terá acesso a todo o conteúdo através de um link para baixar. Uma vez baixado, o conteúdo não expira, você pode acessar quando quiser. Os dados para depósito bancário são os seguintes:

O valor de investimento no curso completo é de R$ 160, que podem ser pagos em duas vezes. Para efetivar sua inscrição e participar dos encontros, você precisa realizar o primeiro depósito e em seguida enviar uma foto do comprovante para jdlucas.contato@gmail.com. Os dados bancários estão logo abaixo. Use o mesmo e-mail ou o número de telefone +55 21 983931078 para tirar quaisquer dúvidas.

Banco do Brasil

Ag. 3652-8

CC 61708-3

CPF 135531527-10

Titular Reginaldo Lucas da Silva Peçanha

Mitologia é a canção do Universo.

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JD Lucas é mitólogo e escritor. Coordenador da Mythological RoundTable© Rio de Janeiro, núcleo da Joseph Campbell Foundation no Brasil. Ministra cursos no campo da mitologia e do simbolismo comparado. Criou o primeiro curso de Introdução ao Mito, além de O Caminho do Alquimista (utilizando o Tarô de Marselha como tema) e do curso de Mitologia Afro-Brasileira. Atua junto a instituições públicas e privadas na disseminação da mitologia como possibilidade de experiência do conhecimento. Para parcerias e contratações, envie e-mail para jdlucas.contato@gmail.com.

Sendo simples como a pedra

Estes adquiriram o Um na antiguidade:

O céu adquiriu o Um e tornou-se transparente,

A terra adquiriu o Um e tornou-se tranquila,

O espírito adquiriu o Um e tornou-se desperto,

Os vales adquiriram o Um e tornaram-se opulentos,

Os dez mil seres adquiriram o Um e tornaram-se vivos,

Os príncipes e reis adquiriram o Um e tornaram-se o eixo do mundo.

Esses alcançaram a supremacia

 

O céu não se tornando transparente temerá rachar-se;

A terra não se tornando tranquila temerá estremecer;

O espírito não se tornando desperto temerá exaurir-se;

Os vales não se tornando opulentos temerão secar;

Os dez mil seres não se tornando vivos temerão extinguir-se;

Os príncipes e os reis não se tornando nobres temerão a derrota.

Por isso,

O nobre utiliza a humildade como Princípio,

O alto utiliza o baixo como base

 

Sendo assim,

Os príncipe e os reis denominam-se a si mesmos de órfãos, carentes e indignos.

Isto seria utilizar a humildade como princípio, não seria?

Por isso, alcançar o valor é aproximar-se do não-elogio.

Não desejando o vulgar como o jade,

Sendo simples como a pedra.

Tao Te King, de Lao Tse, capítulo 39, tradução de Wuh Jyh Cherng ed. Mauad X

 

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