Canto para Iemanjá

Há qualquer coisa de mítica em negros tentando pôr uma jangada no mar, negociando seus movimentos com o movimento da maré, ondas explodindo na praia, o repuxo. Esse mesmo mar que testemunhou o sonho do retorno à pátria, ao continente, à mãe, o translado forçado, a maldição da diáspora, e o banzo – que inventaria o que chamamos de saudade. Esse mar que fez a deusa do rio Yemoja, na África, salgar à lágrima. Yemanjá, a mãe cujos filhos são peixes. Yemanjá-deusa, ela mesma o mar.
Põe o ouvido na concha: é Baden chorando um afro-samba com Vinícius de Moraes. Testemunho de um tempo que é sem tempo porque está gravado na alma das rochas.

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