Iansã e a alquimia do Tempo

Participe do curso de Mitologia Afrobrasileira

15 e 16 de Agosto – São Paulo-SP

28 e 29 de Agosto – Porto Alegre-RS

12 e 13 de Setembro – Rio de Janeiro-RJ

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1 ciclo

Um dia eu ainda vou me redimir por inteiro do pecado do intelectualismo. Se Deus quiser. Não vou mais ter necessidade de falar nada, de ficar pensando em termos dos contrários, de tudo, pra tentar explicar às pessoas que eu não sou perfeito, mas que o mundo também não é, que eu não estou querendo ser o dono da verdade, que eu não estou querendo fazer sozinho uma obra que é de todos nós e de mais alguém, que é o tempo, o verdadeiro grande alquimista, aquele que realmente transforma tudo.

Um pequenino grão de areia é o que eu sou. Só que o grão de areia já conseguiu, sendo tão grande ou maior do que eu, ser bem pequinininho, e não precisar se mostrar mais, ficar lá: trabalha em silêncio (mais mineiro, eu sou mais baiano, ainda).

Gilberto Gil

Transcrição: Karina Smith

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2 comentários sobre “Iansã e a alquimia do Tempo

  1. Meu querido e prezado compositor, cantor, pensador e que nos momentos de reflexão veste sua indumentária de alquimista e procura com seus próprios meios retirar as impurezas da pedra ainda bruta. Desse modo racional e intelectivo, suspeito que nenhuma pessoa desse mundo de impermanência irá conseguir, sequer visualizar o indescritível brilho da pedra em seu resultado final. Dessa maneira as pessoas estarão presas ao sansara,(Idas e vindas sem atingir o objetivo). Fico feliz em saber que as coisas que estão no plano natural tem uma dinâmica diferente daquelas do plano da permanência. Concordo quando diz que o tempo é o grande alquimista; só que ele é o alquimista do plano natural. Pertence a Natureza. Esse Alquimista não atravessa o véu de Ísis. Alguns persistentes, trabalhando com grande sutileza, sagacidade e determinação, conseguem levantar uma ponta do Véu e visualizar algumas maravilhas do outro lado. Através dos tempos temos tomado conhecimento de cristãos e não cristãos que tiveram esse privilégio. Só para citar alguns: São Francisco de Assis, Santa Tereza D’Avila, São João da Cruz, Jacob Boheme, etc..etc… O que quero afirmar, é que longe de ser um processo simples de transformação do metal vulgar em ouro, é muito mais que isso; é um processo interior em que o homem busca Deus transformando suas imperfeições, com muita atenção, muita persistência, até atingir o estágio de unicidade com o Todo e em que todas as mazelas de nossa personalidade foram dominadas. É um trabalho a ser executado hoje? nestes tempos de extrema loucura onde todos querem chegar na frente? Sim. Basta um simples despertar, não do intelecto, mais D’aquilo que de mais nobre e divino temos em nosso interior.

    Um abraço fraterno desse irmão que te ama.

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