A sutil profundidade

Os bons realizadores da antiguidade eram sutis

Maravilhosos, misteriosos e despertados

Eram profundos e não podiam ser compreendidos

E justamente por não poderem ser compreendidos

é preciso esforçar-se para ilustrá-los

Receosos como quem atravessa um rio no inverno

Cautelosos como quem teme seus vizinhos

Reservados como o hóspede

Solúveis como o gelo fundente

Genuínos como a madeira bruta

Vazios como os vales

Entorpecidos como as águas turvas

O turvo, através da quietude, torna-se gradualmente límpido

O quieto, através do movimento, torna-se gradualmente criativo

Aquele que resguarda este Caminho não tem desejo de se enaltecer

E justamente por não se enaltecer, mesmo envelhecido, pode voltar a criar

Lao Tse, Tao Te King, O Livro do Caminho e da Virtude, Cap. 15, pág 42 e 43 – Tradução Wu Jyh Cherng, Editora Mauad.

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