Invocação a Indra

Estima-se que a literatura védica, responsável pelo registro dos ritos, mitos e filosofia hindus tenha sido redigida entre 1 500 e 500 a.C., sendo resultado da transmissão oral, bem mais antiga que esse período. Desses, os textos mais antigos são os Sanhitas, hinos e fórmulas sentenciais empregadas nos cultos. O Rigveda é compilação de 1.028 hinos de convite aos Deuses para participar de banquetes sacrificiais.

Nesta passagem de pura beleza, Indra, Deus dos relâmpagos e das tempestades, que antes do advento de Krishna foi soberano dos Deuses, é invocado:

Quando o sacerdote te invoca, ó Indra,
a leste, oeste, norte e sul,
acode veloz em teus corcéis.

E quando no rio do céu
te embriagas junto ao Senhor da luz,
e no mar, na bebida da soma,

com cânticos te invoco,
como a vaca no pasto, ó Indra, e te convido
à bebida da soma.

As raposas transportam, ó Indra,
ó Deus, tuas grandezas e teu poder
na junta de teu carro.

Eu te louvo, ó Indra, eu te exalto
Senhor grande e poderoso.
Vem e toma de nossa bebida.

Nós te convidamos com a nossa bebida
com nossos manjares te convidamos
a sentar-te conosco sobre a palha.

Porque tu és o bem de todos,
porque a todos proteges,
por isso te invocamos.

Com pedras espremeram
os homens para ti esta doce bebida;
bebe-a, ó Indra, com deleite;

Não escutes aqueles que invocam
e não te amam, e acode a nós,
para conceder-nos tua glória.

RIGVEDA VIII, Hino 54

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