Mitologia SP

Mitologia Afro-Brasileira – 1º Ciclo – São Paulo

Mitologia Afro-brasileira – 1º Ciclo – São Paulo-SP

15 e 16 de Agosto

30 Vagas

Carga horária 8h (4h no sábado – 4h no domingo)

Rua Alves Guimarães, 184 Pinheiros – SP

Mitos são histórias sobre o passado ancestral humano. O fenômeno mitológico é encontrado em cada povo, cultura e nação do planeta, e consiste na dramatização das condições a que a natureza está submetida. Não é diferente na Ásia, Europa, Oceania, Américas ou África. Cada continente, cada povo habitante desse continente, possui seu conjunto de mitos e crenças; essas histórias são responsáveis por fundamentar a consciência comunitária, e estabelecer e fomentar entre os indivíduos as suas relações sociais, psicológicas, religiosas, políticas. Além disso, respondem na intimidade de cada um que delas se aproxima pelo contato com o sagrado, por si mesmo indefinível, ilimitado.

Você está convidada (o) a participar do primeiro ciclo do curso de Mitologia Afro-Brasileira em São Paulo. Em dois dias de evento, falaremos sobre quatros dos Orixás: Exu, Oxum, Omulu e Oyá. Suas origens míticas, dramas e paixões. quatro forças da natureza, quatro manifestações do sagrado e íntimo segredo guardado pela sabedoria dos candomblés.

No dia 15 – Sábado

1. EXU – O GUARDIÃO BATE À PORTA (10h às 12h)
Trataremos da ambígua figura de Exu. Demonizado pelos primeiros colonizadores europeus, tanto em África quanto no Brasil, Exu é um desafio à compreensão lógica. A figura do trapaceiro é um tema universal nas mitologias e está sempre associada aos trânsitos, as comunicações, conexões, ao que não se pode capturar. Tudo o que se movimenta é mobilizado por Exu. No tecido mitológico Iorubá, é uma divindade de primeira importância, sem o qual o trânsito entre o Orum e o Ayiê não pode ocorrer.

2. OXUM – O FEMININO ATEMPORAL (13h às 15h)
Deusa das águas doces, em grandes momentos de perigo, é sempre a responsável por restabelecer o equilíbrio, e o faz através das suas qualidades mais importantes: a sedução, a dança, a abnegação, a renúncia. Mesmo a mais vaidosa das Orixás, em momentos de grande crise, como demonstração de profundo afeto pelos deuses e pelos homens, é capaz de doar-se, e com isso, renovar o mundo.

No dia 16 – Domingo

3. OMULU – O CURADOR FERIDO (10h às 12h)
Silêncio, o grande rio está chegando. Omulu é o filho renegado de Nanã e adotado por Iemanjá, portador da saúde e da doença. Figura emblemática da mitologia africana e do imaginário brasileiro. Seu culto se estende de leste a oeste em África, e em toda parte é reverenciado como uma potência sem par. Se levado em consideração, respeitado, Obaluayê é o senhor da Terra, pai protetor que concede saúde. Mas quando desrespeitado, é Sapatá, dono da peste, capaz de arrasar populações inteiras.

4. OYÁ – OS 9 DEGRAUS DO CÍRCULO (13h às 15h)
O que a matemática pitagórica tem a ver com um orixá que rege a ventania, o relâmpago, os trânsitos livres? Nesta aula, que encerra o primeiro ciclo de encontros do curso de Mitologia Afro-Brasileira, percorreremos o caminho de Iansã, mãe de 9 filhos, a Oyá dos Ventos, numa vertiginosa aproximação com aquilo que os pitagóricos chamaram de Números Mágicos.

Dia 01 e 02 de Agosto teremos o mesmo curso em Porto Alegre-RS. Também há encontros programados para Manaus-AM, Curitiba-PR e no Rio de Janeiro-RJ. Entre em contato para inserir seu nome na lista dos cursos em outros estados.

Para todos os cursos serão emitidos certificados.


O valor de investimento nas 4 aulas do curso é de R$ 200 (valor total do curso) – Via depósito bancário. Os dez primeiros a fazerem o depósito terão um desconto de 40 R$. Os pedidos de inscrição devem ser realizados via e-mail para jdlucas.contato@gmail.com, do formulário de comentários abaixo ou dos telefones:

21 9 67 74 01 78 (VIVO)
21 9 83 93 10 78 (TIM e whatsapp)

JD Lucas é mitólogo, pesquisador associado à Joseph Campbell Foundation, e líder da RoundTable Mitológica Rio de Janeiro, célula brasileira do programa de discussões sobre o Mito capitaneado pela JC Foundation em todo o mundo.

Mitologia é a canção do Universo. Nos vemos lá!

Oyá 2

Orixás-Mães do Candomblé – Palestra no Rio de Janeiro

Gostaria de convidá-los para o encontro sobre o Sagrado Feminino – Orixás-Mãe do Candomblé. Num mundo ameaçado pelo monoteísmo fundamentalista, perceber e render homenagens à essência feminina que a tudo gera, sustenta e recolhe é um ato de revolução. Nanã, Oxum, Ewá, Iansã, Ya Mi e Yemanjá são personificações de forças anteriores à nossa própria capacidade de nomear as coisas. Elas são Nut e Ísis, no Egito, Gaia, Perséfone e Deméter, entre os Gregos, a Sophia dos Gnósticos, Virgem Maria, mãe de Deus, Shakti, Lakhshimi e Parvati, para os Hindus. Em suma, A Grande Mãe Universal, alimento e corpo do nosso próprio mundo.

O encontro será realizado dia 04 de Julho, sábado, de 14 as 17 h, na Rua da Carioca 85, Centro-RJ

O valor para entrada é simbólico: 10 R$, que cobrirá os custos do lanche.

VAGAS ESGOTADAS

[Envie um email para jdlucas.contato@gmail.com para incluir seu nome na lista de espera do seu estado]

Inscrições ligue para 21 9917 21069 / 2556 3380 

ya.marlise@gmail.com

Folder – Seminário de Mitologia 3

Mitologia é a Canção do Universo.

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Jesus Vodoo

Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin -esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe -só depois é que ensino a pescar.
Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado -os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando -de gente que segue o senhor.

22/06/2015 02h00

Por Gregorio Duvivier, para a Folha de São Paulo

Via Diogo Villa